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Regularizar para avançar

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Um dos grandes entraves para o desenvolvimento da agricultura, sobretudo a familiar, passa pela titulação das terras ocupadas em assentamentos e glebas, a chamada regularização fundiária. Sem a documentação regular, os pequenos produtores enfrentam dificuldades na obtenção de recursos e, é claro, sofrem com a falta de segurança jurídica gerada pela situação, vivendo à margem da legalidade e impedidos de avançar.

Pude vivenciar o problema a partir de 2011, quando passei a integrar o gabinete do então senador Pedro Taques e percorrer os 141 municípios do nosso Estado, ouvindo as demandas da população. Em qualquer lugar, Câmara Municipal, Sindicato Rural, gleba ou assentamento, a questão da regularização fundiária era lembrada. De forma nada contida, muitas destas pessoas me lembravam da angústia causada pela indefinição a respeito do destino daquele pedaço de terra que constituía, em grande parte dos casos, o único bem das famílias.

Quis o povo de Mato Grosso que o senador Pedro Taques fosse eleito governador. Quis o destino que eu passasse a trabalhar no Gabinete de Desenvolvimento Regional (GDR), primeiro como adjunto, depois como titular. Lá, vislumbrei a possibilidade de ajudar aquelas vozes que passei anos ouvindo, de dar mais segurança para aquelas pessoas que buscam apenas se sustentar, sustentar seus filhos, seus cônjuges, com trabalho duro, honesto e honrado.

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Depois de três anos trabalhando noite e dia, este time de grandes servidores conseguiu concluir o projeto, aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em maio deste ano, o sonho se tornou realidade, com a liberação de R$ 72 milhões em recursos, visando exatamente a regularização fundiária. Serão atendidas pelo Terra a Limpo nada menos do que 65 mil famílias, de 88 municípios.

Muito em breve, estas pessoas que por décadas buscavam a segurança jurídica e a capacidade de financiar suas produções, de investir em capacitação, poderão sentir os reflexos das ações desencadeadas pelo programa. Muito em breve, Mato Grosso dará um novo passo rumo ao aumento de sua produtividade, com variação de produtos e o respeito às vocações regionais. Muito em breve, haverá a segurança jurídica necessária para o desenvolvimento.

Tenho a certeza que Mato Grosso ganha muito com este projeto, que, aliás, será usado como case em outros Estados que passam por este problema. A busca agora é assegurar recursos em Brasília para que o Terra a Limpo se espalhe para outros municípios que também precisam da regularização de suas glebas e assentamentos e isso só ocorrerá com um trabalho forte dos nossos representantes na Câmara dos Deputados e no Senado, aqueles que serão eleitos em outubro. Com a confiança de quem conseguiu tirar um plano tão audacioso do papel, creio ser possível zerar a fila da titulação pelos próximos quatro anos.

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* Administrador e ex-secretário do Gabinete de Desenvolvimento Regional de Mato Grosso. Candidato a deputado federal pelo Patriota.

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Opinião

Empregabilidade pós pandemia

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Por Frankes Marcio Batista Siqueira |O mundo estava indo muito bem, obrigado! Embora o ritmo de crescimento não fosse o desejado, as empresas prosperavam. Pequenos empreendedores ajudavam a diminuir as filas do desemprego e a informalidade também era uma forma de fortalecer a economia doméstica e do país.

Todavia, quando parecia que tudo estava muito bem, SURPRESA! O mundo foi apresentado ao Covid 19. Tudo mudou e a sociedade passou a conviver com o “novo normal’ e a palavra PANDEMIA passou a viver o seu apogeu. Com ela, veio a crise. Com a crise, o fechamento de empresas e com o fechamento, o desemprego deu as caras.

Um dos efeitos mais latentes dessa crise econômica provocada pela pandemia foi exatamente na oferta de empregos. As empresas tiveram suas vendas e suas receitas diminuídas  bruscamente e a consequência foi um tsuname de demissões. Não só o Brasil,  mas quase todos os países do mundo passam por essa escassez de empregos, e os que mantiveram suas colocações, viram-se expostos a uma nova realidade que inclui adaptação ao “home office” e à redução salarial.

A pandemia provocou uma disrupção nas carreiras profissionais. Cabe a cada um de nós criar novas soluções

Os índices de desemprego estão em patamares elevados e no caso brasileiro, esses índices  arrastam uma população cada vez maior para a pobreza e também para debaixo dessa linha.

Diante de tanta incerteza, muitos profissionais das mais variadas áreas buscam meios de como ainda se tornar, diante desse cenário pouco promissor, útil para o mercado se trabalho e, o que é melhor, como conseguir alçar voos maiores na carreira profissional. Vou expor algumas dicas para o novo mercado de trabalho que acredito que sejam de grande valia:

O profissional, independente da área de atuação, precisará ser uma pessoa que consiga flexibilizar as ideias e ser receptivo aos impactos das novas tecnologias, porque a pandemia obrigou a humanidade a adaptações nos ambientes de trabalho.

Não há mais espaço para aquele tipo de profissional soberbo que, em seu pensamento tacanho, acredita que não precisa mais aprender. Não há mais lugar para o profissional repolho: nasce aberto e depois se fecha

O mercado está à procura do profissional rosa: que nasce fechado e depois, devido às necessidades do mercado, se abre para as nossas possibilidades.

As empresas estão sendo forçadas a trabalhar com o online e com isso, profissionais ligados a cibersegurança e ao armazenamento em nuvem, serão muito úteis nas empresas.

As corporações estão à procura de profissionais que ajudem os gestores na administração, na redução de custos e no controle de caixa empresarial, pessoas que ajudem a administrar os recursos escassos das empresas e ainda ajudem-nas a aumentar o faturamento. Profissionais com essas características serão extremamente úteis no mercado de trabalho. Essa é a nova tônica.

E por último e não menos importante, o profissional de sucesso pós pandemia é aquele com a capacidade de ter um relacionamento crítico e terno para analisar e filtrar as novas informações. Os analistas comportamentais chama isso de INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.

A pandemia provocou uma disrupção nas carreiras profissionais. Cabe a cada um de nós criar novas soluções, desenvolver novas habilidades para o próximo cenário desafiador que surgirá. Há um pensamento que diz que a “necessidade é a mãe de todas as invenções”. Reinvente-se!

Frankes Marcio Batista Siqueira é doutor em Cultura contemporânea e professor.

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