Opinião

Não existe futuro sem moços

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Na Legião da Boa Vontade (LBV), não alimentamos clima para conflito de gerações. Pelo contrário: aliamos ao patrimônio da experiência dos mais velhos a energia dadivosa dos mais moços. E o povo ganha com isso.

 

Estamos constantemente recordando aos jovens que, um dia, também terão cabelos brancos. Da mesma forma fraternalmente falamos aos idosos, lembrando-lhes de que já foram moços… É muito importante não esquecermos disso…

Não há melhor cosmético do que a consciência tranquila

Os jovens amanhã envelhecerão também… Se quiserem manter o mesmo espírito de esperança, a mesma feição juvenil, apesar das naturais rugas do tempo e dos sempre belos cabelos brancos, pratiquem o Bem. Não há outro caminho. É o Espírito que fortalece o nosso ânimo, que nos concede a beleza eterna da simpatia. Não há melhor cosmético do que a consciência tranquila.

 

Pode parecer um paradoxo. Todavia, o país que desampara os seus idosos não crê no futuro da sua mocidade. Que é a nação, além de seus componentes? Havendo futuro, os moços envelhecerão. Viverão mais. Irão aposentar-se… Uma convicção arraigada do gozo imediato das coisas é a demonstração da descrença no amanhã. E os que podem pensam: “Vamos viver agora, antes que tudo acabe! E os que conseguirem resistir tanto que se danem…” Não há exagero algum aqui. É o que se vê. Tem-se a impressão de que muitos daqueles que desfrutam do vigor da juventude ignoram a possibilidade de até mesmo alcançar a decrepitude. Mas poderão chegar lá… Não existe futuro sem moços. Também não o há sem velhos. Jovem é aquele que mantém o ideal no Bem.

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JOSÉ DE PAIVA NETTO é jornalista, radialista e escritor.

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Opinião

O comportamento humano no trânsito

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Por Thiago França| Na semana passada, celebramos a Semana Nacional de Trânsito. Conforme disposto no art. 326 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), ela é comemorada anualmente entre os dias 18 e 25 de setembro. 

O tema definido oficialmente pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) para a Campanha Educativa de Trânsito de 2020 foi “Perceba o risco, proteja a vida”, o qual buscou chamar a atenção sobre os perigos no trânsito, bem como outros riscos à saúde do cidadão. O objetivo da Semana é conscientizar a população sobre a importância da mudança de atitude, evidenciando que cada um é responsável pela segurança de todos e, por isso, deve perceber os riscos e proteger a própria vida e a dos demais ao seu redor. Espera-se que as pessoas adotem novos comportamentos, valorizando a vida e, assim, seja possível reduzir o elevado número de lesões e de mortes causadas pelos acidentes de trânsito no Brasil.

Sob a ótica do Código de Trânsito Brasileiro, trânsito seria “a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga” (Art. 1º §1º do CTB).

No campo da sociologia do trânsito, esse conceito deve valorizar as dimensões políticas e sociais, uma vez que o trânsito implica em conflitos na circulação urbana. Desse modo, o trânsito seria um processo contínuo de negociação pelo direito de ocupação dos espaços.

Contudo, embora os diferentes aspectos conceituais, a essência do fenômeno do trânsito é exatamente o homem e o seu comportamento, haja vista que o bom trânsito exige que os indivíduos equilibrem entre si os seus desejos, interesses e necessidades, pois, caso contrário, acabarão se afastando das normas sociais, causando conflitos e provocando, até mesmo, graves acidentes.

Nesse sentido, a própria Abramet, alerta para a necessidade de se conhecer alguns dos comportamentos de risco que, por sua prevalência, são responsáveis por grande número de acidentes, haja vista ser esta uma alternativa para se intervir em determinadas condutas, reduzindo os impactantes números que o cercam.

Infelizmente, todas as estatísticas e estudos apontam que aproximadamente 90% destes acidentes têm como causa principal os fatores humanos. Esses dados comprovam a necessidade de se avaliar de que forma o comportamento humano, como uma das importantes variáveis dentre as causadoras de acidentes, pode ser determinante para um deslocamento seguro nas vias públicas, evidenciando-se, com isso, a relevância de estudos sobre o tema.

O conhecimento sobre os aspectos do comportamento humano no trânsito é, além de uma necessidade social, também uma necessidade científica, já que o trânsito é determinante da qualidade de vida e do trabalho de um grande número de pessoas. Portanto, buscar meio de se compreender esse fenômeno se configura como uma importante contribuição na redução das intercorrências no trânsito.

Podemos considerar alguns fatores ligados ao comportamento humano como determinantes na gravidade dos acidentes de trânsito, citando, entre outros, a falta de atenção, o desrespeito à legislação de trânsito, especialmente no que diz respeito ao consumo de bebidas alcóolicas e ao abuso de velocidade.

Logo, conclui-se que o estudo do comportamento humano torna-se, dentro dessa perspectiva, ainda mais importante, pois reconhecendo como ele ocorre pode-se pensar e criar estratégias capazes de aumentar os níveis de tolerância no trânsito. É importante, sobretudo, ressaltar que o comportamento não é algo rígido e inflexível. Ele pode ser mudado, moldado, rearranjado. É possível, portanto, transformá-lo, e sem dúvida alguma, esta transformação depende de cada um de nós.

Thiago França é advogado e ex-presidente do Detran-MT

 

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