Operação contra facção cumpre 83 mandados de prisão em MT

Da Redação

Oitenta e três mandados de prisão foram cumpridos até o final da manhã desta quarta-feira (8) na operação da Polícia Civil, em Mato Grosso. A operação foi deflagrada para cumprir 94 mandados de prisão preventiva contra membros de uma facção criminosa instalada em Mato Grosso. Ainda faltam cumprir 11 mandados de prisão.

Também foram apreendidos mais de 50 veículos (entre caminhonetes, caminhão, motocicletas e carros).

A operação ‘Red Money’ deve cumprir, no total, mais de 230 ordens judiciais. Dos 94 mandados de prisão, 29 alvos já estão presos em presídios de Mato Grosso e 1 no Pará.

Do lado de fora, 51 mandados de prisão são para a região metropolitana e 11 para o interior de Mato Grosso: Rondonópolis, Sinop, Nova Olímpia, Sorriso, Peixoto de Azevedo, Guarantã do Norte e Poconé.

Outros dois alvos terão os mandados cumpridos fora de Mato Grosso. São dois suspeitos que estão no Pará (um preso no Presídio de Tucuruí e um solto na cidade de Jacundá) e um suspeito solto em Campo Grande (MS).

Também são cumpridos 59 mandados de busca e apreensão domiciliar, 80 ordens judiciais de bloqueios de contas-correntes, além de sequestro de bens (veículos, joias, imóveis) e valores.

A investigação, iniciada há mais de 15 meses, busca apreender patrimônio e descapitalizar a principal facção criminosa, cujas lideranças estão no maior presídio de Mato Grosso, a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

Operação Red Money apreendeu dinheiro e armas (Foto: Polícia Civil de MT/Assessoria)

A polícia descobriu três fontes principais de recursos:

  • Mensalidade paga pelos integrantes chamadas de ‘camisa’
  • Cadastramento e mensalidades pagas por traficantes ou por ponto de venda de droga, conhecidas por ‘biqueiras’
  • Cobrança de ‘taxa de segurança’ de comércios (extorsão de comerciantes).

Entre as medidas cautelares estão o bloqueio judicial de 80 contas bancárias, sequestro de uma fazenda no município de Salto do Céu, a 383 km de Cuiabá, duas casas e um terreno em Cuiabá, dois caminhões e cinco automóveis.

As ordens judiciais foram deferidas pelo juiz de direito, Marcos Faleiros da Silva, da 7ª Vara Criminal – Vara Especializada do Crime Organizado.

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