Irmã esfaqueia irmão até a morte

Morto a facadas pela própria irmã na Espanha, o mato-grossense Welington Alves, 27, foi velado e sepultado nesta terça-feira (17) na cidade de Águilas, no país europeu. O cabelereiro, que era morador de Barra do Garças (509 a leste de Cuiabá), foi assassinado no último sábado (14) com golpes de faca desferidos por Agatha Agostinho Assunção, 18, que está presa.

Sem condições financeiras de trazer o corpo do rapaz para o Brasil, a família iniciou uma campanha junto a amigos para arrecadar dinheiro e tentar fazer o translado de Welington para o Brasil. O valor estimado para todo o procedimento ficava em cerca de R$ 60 mil, quantia que não foi arrecadada.

A tia materna do cabelereiro, Marlúcia Alves Assunção, 50, que mora na Espanha, contou que além do dinheiro era necessário autorizações judiciais que de pronto não foram obtidas para a liberação do corpo. Dessa forma, o enterro do rapaz foi realizado na cidade espanhola ao custo de 6 mil euros, algo em torno de R$ 25 mil.

“Inicialmente a gente ia cremar o corpo para levar para o Brasil, mas como o juiz não autorizou o enterro acabou sendo feito na Espanha mesmo e isso graças às pessoas generosas que nos ajudaram, tanto aos moradores de Barra do Garças como principalmente os brasileiros que moram na Espanha. Eles foram muito solidários com a nossa família”, ressaltou.

O fato aconteceu quando os irmãos passavam as férias em um chalé no bairro de Concón. Em uma discussão após jogo de poker, a jovem teria se irritado, ido atrás do irmão, que já estava deitado e o esfaqueado. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.Marlúcia está em Minas Gerais desde o fim de junho, para o casamento de uma filha e ficou sabendo da tragédia familiar pela mãe do rapaz que também mora na Espanha.

Welington estava há cerca de 2 anos morando na Espanha. A tia relatou foi responsável por leva-lo até a cidade de Molina de Segura, em Múrcia, para realizar o sonho do sobrinho de ficar junto da mãe, que já morava na Espanha.

“Estamos todos destroçados. A mãe deles está sendo muito forte e não tem rancor nenhum da filha. Quando ela foi presa, minha irmã disse, que ela gritou que não queria ter feito aquilo e que estava arrependida”, disse Marlúcia ao pontuar que a sobrinha estava sem tomar os remédios controlados há 3 dias, quando atacou o irmão.

“É impressionante como as pessoas gostavam dele. Ele era muito doce, um rapaz bom. Tanto que em pouco tempo as pessoas que o conheciam na Espanha fizeram um grande movimento para ajudar no translado e os amigos de Barra também se mobilizaram para isso”, finalizou. Animado, Welington quando morava em Barra do Garças participava do bloco de carnaval “Beija eu que eu beijo você”. “Ele era muito querido por todos, sempre feliz e animado”, disse o amigo Claudiomar Silva. (Reportagem de Valquíria Castil GD)

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