Arquitetura e urbanismo impactam na saúde e no bem-estar

O projeto arquitetônico influencia diretamente na saúde pública e no bem-estar das pessoas. Uma casa com ventilação adequada, por exemplo, pode prevenir muitas doenças, tais como rinite, sinusite, tosse e asma. Uma iluminação ideal pode contribuir no emocional. A acessibilidade também é ponto importante. É necessário preocupar-se com a facilidade de locomoção de idosos ou portadores de necessidades especiais, tomando cuidado com a escolha de pisos, tamanhos de portas e de banheiros e também de mobílias.

Está aí a importância de contratar um arquiteto para a criação de um projeto coerente. A arquiteta Vanessa Bressan Koehler percebe que está havendo um movimento em focar nos ocupantes das edificações nos aspectos referentes à saúde e bem-estar. “Para isso os arquitetos estão sendo desafiados em melhorar os projetos para que as pessoas se sintam mais dispostas no trabalho, melhorem o humor, a alimentação e o sono. Além disso, construções mais sustentáveis estão cada vez mais em foco”, comenta.

Esses fatos também explicam o crescente número de espaços destinados ao lazer e manutenção da qualidade ambiental nas cidades. Em áreas urbanizadas, os problemas com o meio ambiente ganham maior amplitude. Segundo projeções da Organização das Nações Unidas (ONU), até 2030, 90% da população mundial viverá nas cidades. Dentro deste contexto, faz-se necessária a adoção de medidas que tenham como objetivo a diminuição dos efeitos negativos produzidos pela urbanização acelerada e desordenada.

Problema ambiental também gera problemas na saúde e no bem-estar das pessoas. Para o arquiteto Benedito Libânio Neto, Cuiabá é uma cidade que tem investido no urbanismo. Três parques (Mãe Bonifácia, Tia Nair e das Águas) foram construídos mais recentemente trazendo maior qualidade ambiental para cidade, contribuindo para o equilíbrio entre as relações da população com seu meio ambiente”, destaca. “Pensando nesta harmonia, as pessoas precisam mudar a forma de pensar quanto à construírem residências equilibradas e a exigirem dos governantes padrões arquitetônicos nos espaços públicos”, adiciona Libânio.

Vanessa destaca que existe uma certificação, a WELL, que monitora os impactos dos empreendimentos na saúde e bem-estar dos usuários através de medições periódicas do ar, água, nutrição, iluminação, atividade física, conforto e mental. “Avaliam: acesso à iluminação natural; iluminação artificial apropriada; ofuscamento e temperatura de cor. Há requisitos voltados a incorporar atividades no dia a dia dos usuários, através da inclusão de escadas ergonômicas, projeto exterior agradável e com conexão a infraestrutura local”, pontuou.

Todo esse processo é responsável por impulsionar o mercado e desafiar os arquitetos e urbanistas a olharem não somente para o meio ambiente, mas também para as particularidades dos espaços construídos, onde o conforto do usuário é colocado em primeiro lugar. (Simone Alves, Comunicação CAU/MT)

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