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SOLIDARIEDADE: Cuiabanos doam alimentos para venezuelanos

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Da Redação

Parte dos alimentos arrecadados na Multifeira Internacional, cerca de 5 toneladas, foram entregues, nesta sexta (27), à Pastoral do Migrantes, entidade social responsável por abrigar os 68 venezuelanos refugiados devido à crise humanitária do país sul-americano vizinho.

A destinação foi determinada pela primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, na ocasião em que recebeu o montante de 10 toneladas de alimentos perecíveis da organização da tradicional feira.

“Conforme o nosso compromisso, estamos levando esses alimentos a essas pessoas que tanto precisam assim como todas as outras porque a fome não é uma questão regional, não é só dos cuiabanos e dos venezuelanos, é um problema global e todos nós temos responsabilidades porque, no final, somos todos seres humanos e devemos levar o bem sem olhar a quem”, destacou Márcia.

A primeira-dama também tem mantido sua posição em contribuir, de alguma forma, com os estrangeiros, mesmo após o assunto gerar repercussão e dividir opiniões em redes sociais e na internet.

“Precisamos pensar no ser humano. Não é possível que em pleno século XXI ainda sofremos xenofobia e discriminação. Essas pessoas sofrem coisas horríveis em seus países e vem até nós em busca de outras perspectivas. Mas, esse preconceito é de uma minoria, eu acredito no povo cuiabano que é conhecido pela sua hospitalidade e vão nos apoiar pra promover essa grande humanização”, reforçou.

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A Pastoral do Migrante possui, atualmente, cerca de 90 pessoas de diversas nacionalidades, em sua grande maioria haitiana e, recentemente, agregou os venezuelanos. De acordo com a coordenadora da casa, Eliana Aparecida, os alimentos são fundamentais para o desenvolvimento dos trabalhos de apoio aos estrangeiros.

São cerca de três refeições diárias que consomem 20 kg de alimentos dia, em torno de 600 kg mensais. “São pessoas em tratamento de saúde, gestante e, especialmente, crianças, portanto os alimentos são essenciais para o nosso dia a dia. Agora temos uma sensibilização por conta dos venezuelanos e ficamos bastante entusiasmados e felizes com a atitude da primeira-dama”, contou.

Outras doações

Ainda na semana passada, a primeira-dama, pessoalmente, foi ao Hospital do Câncer de Mato Grosso onde participou de outra destinação dos alimentos. Na ocasião, 10% das 10 toneladas foi destinado à instituição que usa mais de 480 kg de feijão, 380 litros de leites e 180 pacotes de biscoitos para alimentar os pacientes durante o mês.

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Essa e outras instituições, além de ajuda filantrópica como a da primeira-dama, também recebem alimentos de modo sistêmico pela Prefeitura de Cuiabá (Secretaria de Assistência Social) para contribuir com o desenvolvimento dessas importantes casas de apoio à pessoa carentes.

“Tenho orgulho de fazer parte desse grande gesto e atitude de humanização, seja como prefeito da nossa querida Cuiabá ou como marido e esposo da minha amada Márcia Pinheiro, grande primeira-dama, que possui um olhar clínico para essa ajuda direta aos menos favorecidos. Tenho certeza que ela vai inspirar a Cuiabá dos 300 para que ela seja mais humanizada e solidária” pontuou orgulhosamente o prefeito Emanuel Pinheiro.

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Mato Grosso registra 100 mortes de crianças indígenas

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Com base na Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) obteve dados oficiais relativos à mortalidade na infância relativos a mortes de crianças indígenas de 0 a 5 anos.

Os dados parciais dão conta da morte de 825 crianças. Destas, 100 óbitos em Mato Grosso.

Os demais óbitos foram nos estados do Acre (66), Alagoas (3), Amazonas (248), Amapá (9), Bahia (16), Ceará (3), Maranhão (29), Minas Gerais e Espírito (24), Mato Grosso do Sul (51), Pará (49), Paraíba (4), Pernambuco (17), Paraná (11), Rio Grande do Sul (18), Rondônia (7), Roraima (133), Santa Catarina (7), São Paulo (6) e Tocantins (24).

Os dados fazem parte do relatório “Violência contra os povos indígenas do Brasil – 2019”.

“O maior número de mortes se deu entre crianças do sexo masculino, com 447 óbitos, sendo que os casos de crianças do sexo feminino foram 378”, apontou relatório.

O Estado do Amazonas registrou o maior número de óbitos de crianças indígenas, com 248 ocorrências, seguido de Roraima, 133 óbitos. “Mato Grosso vem a seguir, com o registro de 100 óbitos de crianças, especialmente entre o povo Xavante, com 71 mortes”, reforça.

Conforme o Cimi, as diversas mortes ocorreram por doenças tratáveis, como broncopneumonia, desnutrição, diarreia, malária ou pneumonia. Um total de 114 crianças vieram a óbito por diferentes tipos de pneumonia.

Outras 53 morreram por diarreia e gastroenterite de origem infecciosa presumível. O órgão de assistência à saúde registrou também 28 óbitos de crianças por morte sem assistência.

Fonte: Diário de Cuiabá

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