MPT em Mato Grosso abre exposição ‘Trabalhadores’ na Assembleia Legislativa

O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) deu início, na manhã da última quarta-feira (25), à exposição fotográfica ‘Trabalhadores’, projetada como parte das atividades da campanha “Abril Verde”, que busca chamar a atenção da sociedade para a importância da prevenção no meio ambiente de trabalho. A mostra tem o apoio do Instituto Memória do Poder Legislativo (IMPL) e segue até o dia 4 de maio na Assembleia Legislativa, em Cuiabá.

A exposição fotográfica retrata trabalhadores de atividades econômicas com grande incidência de acidentes e doenças ocupacionais, como é o caso do setor frigorífico, sucroenergético e da construção civil. As obras, de autoria de Geyson Magno, André Esquivel e Walter Firmo, foram extraídas dos livros ‘Trabalho’ e ‘O Verso dos Trabalhadores’, ambos organizados pelo MPT.

Dados alarmantes, extraídos do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, justificam a importância da iniciativa. No ranking dos estados que mais contabilizam comunicações por acidentes de trabalho, Mato Grosso ocupa hoje a 11ª posição, com 60.418 casos registrados entre 2012 e 2017. Somente em 2017, 82 pessoas morreram vítimas de acidentes de trabalho no estado.

A superintendente do (IMPL), Mara Regina Visnadi, falou sobre a parceria com o MPT. “Além de cuidar do acervo da Casa, o Instituto também cuida da ação cultural e das atividades no saguão, e estamos sempre abertos a toda população mato-grossense, ainda mais quando o assunto é tão relevante. Essa é uma homenagem às vítimas de acidentes de trabalho e, para a população, um alerta”.

Para o procurador-chefe do MPT-MT, Marcel Bianchini Trentin, o momento é de reflexão, mas também de ação. “Não estamos diante de doenças incuráveis e inexplicáveis que afetam o ser humano. Estamos diante de meio ambiente de trabalho, onde é plenamente possível tomar as medidas preventivas e chegar ao número de zero acidentados. Todos devem participar dessa luta, pois o acidente não beneficia nem o empregado, nem a empresa e nem a sociedade em geral, que arca, em Mato Grosso, com o custo de R$ 26 bilhões de reais por afastamentos previdenciários em razão de acidentes de trabalhos”.

 

Credito:MPT

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