Haja Canela: Moradores caminham quilômetros para pegar o coletivo na Alameda

ALLAN MESQUITA DA REDAÇÃO

Sem linhas de ônibus eficientes no bairro, moradores reclamam do difícil acesso diariamente para embarcar no coletivo

Cerca de 16.343 (Censo IBGE-2010) moradores que residem o bairro Alameda Júlio Muller em Várzea Grande sofrem com a falta de acessibilidade as linhas de ônibus que ligam à cidade a capital cuiabana. Entre os problemas, está o difícil acesso aos pontos de ônibus e falta de linhas diretas (Alameda – Cuiabá).

Com a falta de mobilidade urbana, os moradores precisam se deslocar quilômetros para terem acesso ao ponto de ônibus mais próximo, situado na Av. da Feb.

Voltar para a casa também é uma tarefa difícil para quem reside na região. Segundo a professora Dayane Santos, 28 anos, a distância do ponto e da segurança são alguns dos fatores. “O ponto é distante de casa, no horário de saída do serviço é muito ruim. Tenho medo de ser assaltada ou algo pior. Afinal as ruas são escuras” ressalta.

Para o jovem Luender Lucas, 23 anos, relata que o valor cobrado pelo transporte público não corresponde ao serviço prestado. “Mesmo que haja linhas em abundância na Av. da Feb, tem essa questão de ter que se deslocar até lá para pegar o coletivo, o valor da tarifa não condiz com o serviço mediano prestado e a tarifa é alta” salienta.

Além da falta de mobilidade, Luender ressalta que se houvesse mais pontos de paradas ficaria mais acessível. “Se houvesse mais pontos facilitaria bastante” concluí.

Segundo o Secretário de Mobilidade Urbana (Semob), Breno Gomes, a linha 907 é a única em funcionamento no bairro, interligando a companhia Brasil Foods (BRF) à Av. da Feb e terminal. “Na Alameda Júlio Muller, existe uma linha de ônibus que liga o frigorífico a Av. da Feb, essa linha apenas não passa por dentro das ruas” explica o diretor.

A linha 907 passa em horários específicos para o transporte dos funcionários da empresa privada (BRF), o que dificulta a utilização por moradores.

Sobre a implantação de novas linhas no bairro, o secretario adverte que ainda não há estimativas para implantação. “Ainda não temos previsão para inserção de novas linhas dentro do bairro” conclui.

 

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